sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Desigualdade




Pelas mesmas calçadas onde pessoas trafegam sorrindo,
outras; dormem, choram e passam frio.

Pelos mesmos parques e bosques onde famílias se abraçam
crianças e jovens sem esperança se drogam e se matam.

Pelas mesmas urnas onde ricos meramente escolhem seus candidatos
miseráveis depositam ali votos por um pouco de dignidade.

Na mesma cidade onde casas e apartamentos roubam destaque
se alojam barracos nas favelas esquecidos pela sociedade.

Na mesma cidade onde pessoas cantam como em um paraíso,
outras gritam por dentro como se estivessem em um inferno apavorante e destrutivo.

Na mesma cidade grande, t udo é possível.
Desde fetos encontrados em becos
e pessoas que vendem seus filhos por dinheiro.

A sociedade é cega e prefere não ver!
só compram Gazeta do Povo
e na hora da Tribuna
desligam a TV.

2 comentários:

  1. Cheia de talento hein!
    Essa da tribuna foi boa,mas, na real,aquele programa é um saco!
    rsrsrs
    "bj na testa"
    (sabe,essa coisa de bj na testa, roubei de uma grande escritora!)

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  2. Prazer poder passar por aki e vislumbrar um pouco seus textos
    Obrigado pelo convite e não tenha receios de colocar pra fora o q sentir.Eu já disse ,aposto q seus amigos tbm devem ter dito:Vc escreve bem!
    Beijinho.

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Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Não tolero sermões, embora ainda os escute e tento ao menos enganar meus nervos com a compensação das lições que aprendo! É hora de confessar o prazer no erro, a culpa sã ou o crime pensado, contra mim mesma, contra meu âmago. O que existe em mim??? Quem pode ver, ler ou entender? Todos os estranhos me atraem, os bonzinhos nem tanto, apenas os maus. Até que as nuvens desapareceram e a vida me jogou nesse solo curitibano, frio e seco a realidade tornou-se dura e terrivelmente adulta a diversão acabou! Amigo? Não sei o que é, sei que sou amiga destes e de outros, enfim das pessoas, sim sou tão sincera e ingênua, não meço esforços em compreendê-los ou ajuda-los, quando vejo que é importante e me sinto espontânea. Devo morrer e nascer de novo eu sei, me desapegar talvez de minhas coisas fúteis e inúteis. Tenho medo da morte e não sei o que Deus pensa de mim, tenho que ter certeza da minha salvação, ainda filosofando sobre minha psique. Minha maturidade é tão precoce, e às vezes faço e falo tantas e tamanhas tolices, as vezes sou tão flexível ao ponto de me deixar influenciar, tenho que tomar cuidado com isso.

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