Em mim são escritos segredos...
Segredos que não se apagam.
Vivo sozinho ou jogado na sala...
Sinto-me só e amargurado.
Claro! Não posso viver com os livros e cadernos, pois sou especial.
Sei tudo sobre a mão que em mim escreve, mesmo na verdade não tendo interesse...
Me chamam de querido, querido diário.
Pode ser hora ruim ou boa, sou rabiscado.
Sei de alegrias, tristezas, beijos e paqueras, números de telefone, datas completas.
Mas, não sou feliz, vivo fechado.
Só falo com a caneta que é uma estúpida e me faz cócegas.
Sou apenas um diário.
