segunda-feira, 20 de julho de 2009

INFÂNCIA


Lembro-me de ter adormecido...
Era um sono suave, cheiro de alecrim....
O mundo era engraçado, não sabia o que era sonho, realidade
os gostos eram doces, assim como as nuvens...
Algodão doce.

Sentia algo no ar...
na varanda... roupas recem lavadas
o amaciante perfumava as tardes
as vezes chovia e a casa me escondia.

os braços dela
porto seguro, felicidade...
o beijo...

lembro-me de ter adormecido ontem...
não dormi
preciso levantar
é hora de trabalhar
camomila, alecrim?
não lembro o perfume...
nem sequer a chuva me fascina mais
amaciante, beijo, braços seguros...
lembranças agradáveis...
triste também.
saudade.


instante? este...
constante, arrepiante
vida...
minha...
infância, tesouro perdido.

Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Não tolero sermões, embora ainda os escute e tento ao menos enganar meus nervos com a compensação das lições que aprendo! É hora de confessar o prazer no erro, a culpa sã ou o crime pensado, contra mim mesma, contra meu âmago. O que existe em mim??? Quem pode ver, ler ou entender? Todos os estranhos me atraem, os bonzinhos nem tanto, apenas os maus. Até que as nuvens desapareceram e a vida me jogou nesse solo curitibano, frio e seco a realidade tornou-se dura e terrivelmente adulta a diversão acabou! Amigo? Não sei o que é, sei que sou amiga destes e de outros, enfim das pessoas, sim sou tão sincera e ingênua, não meço esforços em compreendê-los ou ajuda-los, quando vejo que é importante e me sinto espontânea. Devo morrer e nascer de novo eu sei, me desapegar talvez de minhas coisas fúteis e inúteis. Tenho medo da morte e não sei o que Deus pensa de mim, tenho que ter certeza da minha salvação, ainda filosofando sobre minha psique. Minha maturidade é tão precoce, e às vezes faço e falo tantas e tamanhas tolices, as vezes sou tão flexível ao ponto de me deixar influenciar, tenho que tomar cuidado com isso.

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