Pelas mesmas calçadas onde pessoas trafegam sorrindo,
outras; dormem, choram e passam frio.
Pelos mesmos parques e bosques onde famílias se abraçam
crianças e jovens sem esperança se drogam e se matam.
Pelas mesmas urnas onde ricos meramente escolhem seus candidatos
miseráveis depositam ali votos por um pouco de dignidade.
Na mesma cidade onde casas e apartamentos roubam destaque
se alojam barracos nas favelas esquecidos pela sociedade.
Na mesma cidade onde pessoas cantam como em um paraíso,
outras gritam por dentro como se estivessem em um inferno apavorante e destrutivo.
Na mesma cidade grande, t udo é possível.
Desde fetos encontrados em becos
e pessoas que vendem seus filhos por dinheiro.
A sociedade é cega e prefere não ver!
só compram Gazeta do Povo
e na hora da Tribuna
desligam a TV.
Pelos mesmos parques e bosques onde famílias se abraçam
crianças e jovens sem esperança se drogam e se matam.
Pelas mesmas urnas onde ricos meramente escolhem seus candidatos
miseráveis depositam ali votos por um pouco de dignidade.
Na mesma cidade onde casas e apartamentos roubam destaque
se alojam barracos nas favelas esquecidos pela sociedade.
Na mesma cidade onde pessoas cantam como em um paraíso,
outras gritam por dentro como se estivessem em um inferno apavorante e destrutivo.
Na mesma cidade grande, t udo é possível.
Desde fetos encontrados em becos
e pessoas que vendem seus filhos por dinheiro.
A sociedade é cega e prefere não ver!
só compram Gazeta do Povo
e na hora da Tribuna
desligam a TV.

